Testamos Asura’s Wrath e…

Depois de um trailer instigante (apresentando o, a partir daí, famoso Buda Galáctico) com cenas de ação alucinantes, o hype em torno do game Asura’s Wrath crescia a cada nova informação sobre o lançamento da produção. Eu mesmo fiquei super ansioso pelo lançamento do jogo, que aparentemente seria uma versão japonesa do sanguinolento God of War.

Demo baixada, inicio o jogo e… WHAT?!? O jogo, ou melhor, a demo começa com uma jogabilidade estilo After Burner II. O personagem correndo “sozinho” para frente e você só pode movê-lo para os lados e controlar uma mira que é usada para atirar numa versão em miniatura do Buda Galático.

Depois de vários tiros, intercalados com repetitivos e fracos Quick Time Events (QTE’s), percebemos que o vilão a sua frente era sim o Buda Galático. Ele conjura um poder para obter dimenssões errrrr… galáticas(?) e enfim jogamos contra o esperado gigante. Acontece que mais uma vez a jogabilidade (baseada em QTE’s) falha e infelizmente não temos a sensação de estarmos enfrentando um inimigo tão grandioso. É tudo muito repetitivo e fácil. Parece não exigir habilidade nenhuma do jogador. Sem falar que a sequência é pouco jogável. Ficamos mais tempo assistindo do que jogando em si e, com isso, alguns comandos aparecem repentinamente e acabamos por deixar de executá-los.

Enfim, terminamos o primeiro capítulo disponível capítulo (a demo oferece dois) e partimos para o segundo na esperança de uma melhora. E até melhora um pouco, mas só um pouco. Agora somos apresentados a uma jogabilidade muito parecida (na verdade, uma cópia) a de Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 2. A propósito, a CyberConnect2 – estúdio responsável por Asura’s – é também a desenvolvedora dos jogos da franquia Naruto. Temos então uma luta que parece saída de algum episódio do anime DragonBall (não citei Naruto por nunca ter visto nenhum episódio rs). Cenas exageradas ao extremo que até são bem legais e chegam a empolgar, mas, mais uma vez, os QTE’s mal utilizados não nos dão a sensação de estarmos no comando do personagem. E nos momentos em que partimos para a luta corpo a corpo, mal dá para entender o que está se passando.

No fim das contas, até que curti bastante o exagero típico dos animes japoneses e fiquei curioso para conhecer a trama do revoltado Asura (ambos os capítulos terminam com um To be continued), mas sua jogabilidade – elemento primordial num game de ação – e a alta expectativa gerada (talvez tenha sido um erro de marketing, pois os trailers vinham vendendo o jogo como um Hack and Slash e isso ele definitivamente não é) acabam por minar qualquer chance do surgimento de um sucessor para o general spartano Kratos. Uma pena. De qualquer modo, fique com o trailer que apresentou o Buda Galático.

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