A Invenção de Hugo Cabret: Scorsese falha no emocional

Comparando com seus últimos três trabalhos, A Invenção de Hugo Cabret está mais para O Aviador do que para Os Infiltrados ou A Ilha do Medo. Isso porque seu novo longa é tecnicamente impecável, porém peca na parte emocional e é um tanto quanto arrastado. Isso é um defeito ainda mais grave por se tratar de uma aventura infantil. O que pode ser explicado por sua “inexperiência” no gênero.

Continuar lendo

Histórias Cruzadas: faltou sinceridade

Histórias Cruzadas, obra do diretor Tate Taylor, peca na sua incoerência com seu próprio universo e com o tom estabelecido por seu diretor, o que não deixa de ser uma falta de sinceridade para com o seu público. Estabelecendo-se apenas como um bom filme para uma “sessão da tarde”, é de se estranhar sua indicação ao prêmio de melhor filme do ano de 2011.

Continuar lendo

O Artista: uma ode ao cinema

O Artista é um daqueles filmes que te faz sair do cinema com um sorriso de orelha a orelha. Curiosamente, um dos favoritos ao Oscar desse ano, “inova” justamente ao fazer algo já “ultrapassado” na indústria cinematográfica. O longa de Michel Hazanavicius é, antes de mais nada, uma bela homenagem ao clássico e elegante cinema mudo. Mas e se no meio do caminho ele presenteia a platéia com uma obra tocante, que mal há?

Continuar lendo

Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras (e como)

A segunda aventura do mais brilhante investigador da literatura mundial (refiro-me apenas a essa nova franquia) reforça a veia videoclipe do diretor Guy Ritchie e mostra-se mais do mesmo. Não que isso seja algo ruim, mas também não representa nenhum elogio, uma vez que o primeiro Sherlock Holmes é apenas agradável. Ritchie optou pelo caminho mais fácil e manteve as mesmas convenções narrativas utilizadas anteriormente e entrega mais uma obra divertida e efêmera. Continuar lendo

A Pele Que Habito: controverso e impecável

Pedro Almodóvar é um desses cineastas ditos autorais. Seus filmes, goste ou não, são bem característicos e facilmente reconhecidos. Seja pela temática, fotografia ou trilha sonora. Dito isto, A Pele que Habito é um autêntico Almodóvar. Não só pelas características citadas acima, mas também, e principalmente, por se tratar de uma obra prima cinematógráfica. Continuar lendo