O Incrível Hulk – Hulk Begins

nota 4

Hulk esmaaaaaaaaaaga

Nada como um divertidíssimo filme-pipoca para marcar a volta dos reviews cinematográficos mais leigos da internet. O Incrível Hulk, segunda produção da Marvel Studios, com certeza agradará aos fãs dos quadrinhos e, de quebra, vai fazer a alegria do público em geral (principalmente os amantes da boa ação).

E olha que a ação é apenas a cereja em cima do bolo. Isso por que o longa também valorizou a história, respeitando a inteligência do público (fui a sessão com um fã do personagem que saiu querendo assistir de novo). Se Ang Lee tentou fazer um filme de arte e quase deixou a ação de fora do longa anterior (detalhe: esse filme não é uma continuação da produção de 2003), Louis Leterrier (Cão de Briga), para deleite dos fãs do Gigante Esmeralda, caprichou nas sequências mais movimentadas.

Logo de cara, vemos (ainda que rapidamente) uma leve mudança na origem do monstro/herói que quase mata sua amada Betty Ross (Liv Tyler, ainda mais linda) no experimento que o transformou na fera "indomável". Após a tragédia, Banner (Edward Norton, cujo físico franzino serviu para contrastar com a força demolidora de seu outro eu) foge para o Brasil no intuito de se esconder do General Ross (William Hurt, apenas correto) enquanto tenta descobrir a cura para seu "mal". Nesse primeiro ato, o diretor consegue desenvolver a parte dramática da história (detalhe: Edward Norton co-roteirizou a produção) de maneira sucinta e eficiente.

Óbvio que o esconderijo é descoberto e o General Ross manda uma equipe liderada por Emil Blonsky (interpretado pelo sempre intenso Tim Roth) para capturá-lo. O filme então ganha fôlego e somos apresentados ao personagem principal que perdeu o "verde-Shrek" (a cor da pele do novo Hulk tem um tom mais escurecido), parece mais pesado (não uma bola de borracha que quica no chão) e está muito mais feroz.

A escolha do Abominável, como vilão, foi bastante feliz por apresentar um inimigo à altura do Hulk. Os dois únicos "senãos" (sei que receberei críticas por isso) foram: a corrida do vilão em plena Nova York que repetiu o problema (repito: essa é a minha opinião) do longa anterior de não aparentar "peso". O Abominável parecia correr na ponta dos pés e isso me incomodou um pouco pelo tamanho do personagem. O outro senão, foi o fato do herói dar uma de "Homem Aranha" e fazer algumas acrobacias já próximo do fim do filme.

Com muita ação e a medida certa de drama que o personagem pede, O Incrível Hulk agradará aos fãs (Zak Penn, já experiente em adaptação de super-heróis, com a ajuda de Edward Norton, fã confesso do Gigante Esmeralda, fizeram várias referências às HQ's e, principalmente, à série de Tv) sem deixar de lado o público "genérico". Os "problemas" apresentados no parágrafo anterior tirariam apenas meia estrela, mas infelizmente não temos a nota "quatro estrelas e meia" e não posso dar nota máxima num filme que não é perfeito. Que venha Os Vingadores (há uma referência a essa frase no longa).

Em tempo: prestem atenção ao modo-Hulk de se apagar um incêndio.

 

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