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	<title>Olhar Leigo &#187; Martin Freeman</title>
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	<description>A visão aguçada do Leigo em Cinema e TV</description>
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<title>Olhar Leigo</title>
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		<title>Sherlock: a série da BBC</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 16:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Zé</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/sherlock-and-watson-bbc-2010.jpg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/sherlock-and-watson-bbc-2010-300x210.jpg" alt="" title="sherlock-and-watson-bbc-2010" width="300" height="210" class="alignleft size-medium wp-image-3849" /></a>Recentemente, após assistir e escrever sobre <a href="http://olharleigo.com/reviews/3775"><em>Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras</em></a>, acabei lendo sobre uma série televisiva produzida pela BBC de Londres que também buscava uma revitalização nas aventuras do detetive mais famoso da literatura. Depois de ver tantos elogios sobre a produção, resolvi conferir o episódio piloto para dar um parecer embasado sobre a obra. Depois de protelar um pouco, assisti o piloto e tenho que fazer coro com os apreciadores do programa: a produção é excelente!<span id="more-3848"></span></p>
<p>Uma das críticas feitas pelos fãs mais xiitas do personagem em relação aos longas de Guy Ritchie, diz respeito a visão mais &#8220;esportista&#8221; do herói. Ainda que o Sherlock de <strong>Robert Downey Jr</strong> seja dono de uma inteligência praticamente sobre-humana, o diretor foca bastante na ação e não raro o vemos desferindo porrada em boa parte da película. Particularmente, acho legal a revitalização, mas convenhamos, Holmes é conhecido por sua inteligência. E nos longas isso é demonstrado de maneira tão veloz (consequência da opção por um filme de ação) que não conseguimos acompanhar o raciocínio do herói.</p>
<p>Dito isso, <em>Sherlock</em> é, em sua essência, muito mais fiel ao texto original de Sir Arthur Conan Doyle. Digo em essência porque a série opta por uma mudança radical no tempo em que a trama se passa: ao invés da Inglaterra vitoriana, o detetive é colocado na Londres atual, com smartphones, internet, etc&#8230; Alguns detalhes foram alterados (como o cachimbo que é substituído por adesivos de nicotina), mas a essência dos personagens estão intactas. Desde a relutância de Watson a entrar nas investigações de Holmes, ao famoso endereço na Baker Street. E o principal: o poder de dedução do astuto investigador continua impecavelmente cativante. Como o foco da série é justamente nesse ponto, o ritmo é mais cadenciado e é divertido acompanhar o processo de investigação e tentar se antecipar ao herói na solução do caso. O formato do programa e a forma como o personagem é retratado, parece uma mistura de <em>CSI</em> com doses de <em>Dr. House</em>. Isso é engraçado, uma vez que o médico mais ranzinza (e genial) da tv foi inspirado justamente na obra de Conan Doyle.</p>
<p>Os atores escolhidos para os papéis principais são carismáticos e fazem um excelente trabalho na caracterização da dupla. <strong>Benedict Cumberbatch</strong> como Sherlock e <strong>Martin Freeman</strong> (o Arthur Dent de <em>O Guia do Mochileiro das Galáxias</em> e que fará Frodo em <em>O Hobbit</em>) possuem uma química interessante. Holmes sempre brilhante e numa auto-confiança que beira a arrogância, enquanto o doutor (sim, Watson também é um médico nessa nova versão), impressionado com a perspicácia do detetive, mostra-se sempre mais comedido e um tanto inseguro servindo de contraponto ao impulsivo herói e dando equilíbrio ao relacionamento.</p>
<p>Ainda preciso ver os outros episódios para confirmar a qualidade da série (foram produzidas duas temporadas com 3 episódios de 90 minutos cada e já tem uma terceira temporada garantida), mas se o que ví no piloto for apenas a ponta do iceberg, posso garantir que, com um ritmo mais cadenciado, boas interpretações e focando na solução dos enígmas/crimes ao invés da ação frenética, Sherlock é bem superior aos dois longas Hollywoodianos e um programa mais do que recomendado.</p>
<p>Confira abaixo um trailer da produção.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/cSQq_bC5kIw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
Sherlock (2010)<br />
Criadores: Mark Gatiss, Steven Moffat<br />
Com: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Una Stubbs, Rupert Graves</p>
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		<title>Não Entre em Pânico</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 08:44:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ramonvidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Rickman]]></category>
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		<description><![CDATA[Todos os anos, no dia 25 de Maio, milhares de pessoas em todo o mundo seguem um ritual incomum: colocam uma toalha no ombro (ou na cabeça, cintura, depende do gosto de cada um) e saem para o seu dia-a-dia. Se encontrar uma dessas pessoas na rua não entre em pânico. Estão apenas comemorando o Dia da  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2453" title="Douglas Adams" src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2009/05/douglas-adams-300x164.jpg" alt="Douglas Adams" width="300" height="164" />Todos os anos, no dia 25 de Maio, milhares de pessoas em todo o mundo seguem um ritual incomum: colocam uma toalha no ombro (ou na cabeça, cintura, depende do gosto de cada um) e saem para o seu dia-a-dia. Se encontrar uma dessas pessoas na rua não entre em pânico. Estão apenas comemorando o <em>Dia da Toalha</em>, numa pequena homenagem ao grande <strong>Douglas Adams</strong>. Afinal, &#8220;uma toalha é o objeto de maior utilidade que um mochileiro interestelar pode possuir&#8221;.<span id="more-2449"></span></p>
<p>Douglas Noel Adams (D.N.A.) nasceu em Cambridge, Inglaterra em 1952 e viveu até 2001. É o homem por trás de inúmeros trabalhos na literatura, rádio, TV e recentemente no cinema, com o filme baseado em sua obra mais famosa <em>O Guia do Mochileiro das Galáxias</em>. D.N.A. era um ativista ambiental, amante de novas tecnologias e um ateu radical assumido. Mestre da sátira, criou personagens inesquecíveis e situações absurdas e mirabolantes para criticar a burocracia, os políticos, a &#8220;alta cultura&#8221; e diversas instituições atuais. De forma sutil e bem humorada nos faz pensar sobre a vida, o universo e tudo mais de uma forma bem mais divertida. Suas obras influenciaram muitos trabalhos cômico/científicos no cinema como o <strong>MIB &#8211; Homens de Preto</strong>.</p>
<p>O mundo foi apresentado ao Guia do Mochileiro das Galáxias em março de 1978 numa série de rádio de 6 partes que foi transmitida pela rádio BBC. Tempos depois Douglas Adams juntou tudo na série de livros do Guia. Os  5 livros da série são formados por: (1) <em>O Guia do Mochileiro das Galáxias</em>, (2) <em>O Restaurante no Fim do Universo</em>, (3) <em>A Vida, o Universo e Tudo Mais</em>, (4) <em>Até logo, e Obrigado pelos Peixes</em> e (5) <em>Praticamente Inofensiva</em>, estando os 4 primeiros numa mesma ordem cronológica e o último numa espécie de universo alternativo. Está programado para sair o <a href="http://www.scificom.com.br/2008/09/novo-escritor-para-sexto-livro.html">sexto livro da série</a>, chamado <em>And Another Thing</em>. Adams tinha o desejo que sua obra tivesse mais um livro já que achava seu último livro meio depressivo, queria encerrar a série com um tom mais leve e otimista. Obviamente esse livro não será escrito pelo Douglas Adams mas pelo escritor <strong>Eoin Colfer</strong> que vai utilizar seu próprio estilo e linguagem para finalizar a história dos personagens.</p>
<p>A adaptação para televisão do Guia foi exibida pela primeira vez em janeiro de 1981 em formato de uma minisérie.  A história conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect, um alienígena que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Os dois escapam da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena. Na história ainda temos como personagens coadjuvantes o governador (de duas cabeças) do universo Zaphod Beeblebrox, a outra terráquea Tricia McMillan e o Marvin, um robô mal humorado depressivo (confira <a href="http://www.youtube.com/watch?v=n_sZD7ZnWvc">aqui</a> uma cena musical do Marvin na minisserie antiga).</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2454" title="Marvin" src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2009/05/marvin.jpg" alt="Marvin" width="112" height="176" />A adaptação para cinema tem elementos de vários dos livros, mas, assim como a série, foca em Dent e Prefect. Obviamente não tem a mesma riqueza da versão escrita, mas tem alguns pontos merecem destaque. Por exemplo a ótima caracterização de alguns personagens como os Vogons e o próprio Marvin. Além de boas atuações de <strong>Martin Freeman</strong>, <strong>Mos Def</strong> e um engraçadíssimo <strong>Sam Rockwell</strong>. <strong>Alan Rickman</strong> nos brinda como a voz do andróide paranóico e <strong>Stephen Fry</strong> é o narrador da história. Leia o livro e veja o filme, nessa sequência, para aproveitar melhor a obra.</p>
<p>Douglas Adams é um ícone. Um dos grandes pensadores da cultura pop moderna. Então, o que está esperando? Pegue a sua toalha e vá comemorar. Depois corra aqui para nos contar.</p>
<blockquote><p>Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e porquê ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável.</p>
<p>Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.</p>
<p>- <strong>Douglas Adams</strong> em <em>O Restaurante no Fim do Universo</em>.</p></blockquote>
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