Chico Xavier: em time que está ganhando…
Daniel Filho pode ser considerado por muitos um diretor formulaico. Isso, talvez, graças a sua experiência com a TV, onde a necessidade de se atingir um público amplo é imperativa. Acontece que o cineasta sabe condensar as qualidades do formato novelístico num filme de “curta” duração de maneira adequada e convincente.
O roteiro, assinado por Marcos Bernstein, acompanha a vida de Chico desde sua infância – quando já se comunicava com alguns espíritos e em virtude disso era ridicularizado pelas crianças e “repreendido” pelos adultos – até sua vida adulta – quando começou a psicografar e ajudou a fundar o centro espírita Luiz Gonzaga. Nesse meio tempo, somos apresentados ao espírito André Luiz, a quem é atribuido a autoria do livro Nosso Lar.
A obra de Daniel Filho não é inovadora sob nenhum aspecto. O tema do espiritismo já foi abordado em novelas e filmar biografia de pessoas famosas que muito sofreram também já foi retratado no cinema nacional, vide Os Filhos de Francisco. Aliás, Chico Xavier possui grande semelhança com o longa de Breno Silveira. Da fotografia à direção de arte, as duas produções se assemelham bastante. Sem falar que Ângelo Antônio entrega uma bela atuação nos dois filmes. Diferente de Pedro Paulo Rangel que mais uma vez repete a mesma interpretação de todos os seus personagens, dos trejeitos à fala.
Com uma excelente caracterização de Nelson Xavier e uma direção consciente, Chico Xavier diverte e emociona sem apelar. Não é à toa que seis das dez maiores bilheterias da “retomada” têm o dedo de Daniel Filho, que, exímio conhecedor do público brasileiro, entrega mais uma obra, ainda que formulaica, eficiente em sua proposta.
Leigômetro: 



Ficha Técnica
Chico Xavier (Chico Xavier, 2010)
De: Daniel Filho
Com: Nelson Xavier, Ângelo Antônio, Matheus Costa, Tony Ramos, Christiane Torloni, Giulia Gam, Letícia Sabatella, Luís Melo, Pedro Paulo Rangel, Giovanna Antonelli, André Dias, Paulo Goulart, Cássia Kiss, Cássio Gabus Mendes
A Mulher Invisível
July 13, 2009 by ramonvidal
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Há muito tempo eu não me divertia tanto com uma comédia romântica, talvez por que esse não faça parte de meus gêneros preferidos de filme, mas A Mulher Invisível é mais do que somente uma comédia romantica, é um filme com uma estória muito interessante e que prende a atenção de todo o tipo de público.
Apenas o Fim: belíssimo começo
Foi preciso um estudante de cinema da PUC do Rio de Janeiro com uma idéia na cabeça, uma câmera (emprestada) na mão e um whisky – o mesmo foi rifado para angariar fundos para a produção do longa -, para dar (perdoem o clichê) um sopro de originalidade ao cinema brasileiro. Depois da “miséria S.A.” que havia tomado conta das produções brazukas, já era hora de algo novo e, principalmente, de extrema qualidade.
Besouro – trailer do 1º blockbuster brazuca (ou não)
Confira o trailer de três minutos do filme Besouro, de
João Daniel Tikhomiroff, produzido pela Mixer e pela Globo Filmes, e
distribuído pela Miravista, com lançamento previsto para outubro de
2009. O longa, que teve um orçamento estimado em 10 milhões de reais, conta com o coreógrafo de ação Hiuen Chiu Ku, responsável pelas de “O Tigre e o Dragão” e “Kill Bill”. Será que teremos o primeiro blockbuster tupiniquim? A trama gira em torno do lendário Besouro Mangagá, em plena década de 20, época que contava como forte escravismo na região da baiana. Devido a luta do capoeirista contra opressão, ele logo se elevou a condição de mito, passado de geração em geração pelos capoeiristas. Não sei se a história vai resultar num bom filme, mas confesso que pela primeira vez eu fiquei boquiaberto com cenas de lutas em uma produção brasileira. A propósito, o filme foi baseado no livro Feijoada no Paraíso, de Marco Carvalho, e roteiro é de Patrícia Andrade, a mesma do aclamado Dois Filhos de Francisco (o que é um bom sinal). Dê o play e confira.

Muitos aplausos para “À Deriva”
Com atores conhecidos como Débora Bloch, Cauã Reymond, Camilla Belle (de 10.000 A.C.) e novatos como Laura Neiva, de 16 anos, que foi descoberta pelo Orkut , o filme “À Deriva” teve mais de cinco minutos de aplausos em sua exibição no Festival de Cannes.
Depois do ótimo “O Cheiro do Ralo” e de “Nina” este é terceiro filme do brasileiro Heitor Dhalia. Se passa no fim dos anos 80 e mostra as experiências de uma pré-adolescente que enfrenta uma crise no casamento dos pais. Fruto de um contrato de co-produção entre a Focus (braço independente da Universal) e a O2 Filmes, de Fernando Meirelles, o filme é o primeiro de um pacote de cinco. Vem coisa boa por ai!
Juba e Lula na telona
E a década de oitenta continua com tudo. Agora é a vez de uma produção brazuka dar as caras no cinema: Armação Ilimitada. Isso mesmo. Ao que tudo indica, Juba e Lula estarão de volta em breve no cinema mais próximo de você. O roteiro já estava pronto há algum tempo e tinha sido entregue à Globo Filmes. Segundo as informações que circulam, Kadu Moliterno e André de Biase voltarão para reprisar seus papéis. Óbviamente que seus personagens estarão mais velhos e já dizem que terão 4 filhos cada um. Resta saber se Andréa Beltrão e Jonas Torres voltarão para interpretar os saudosos personagens Zelda Scott e Bacana. Será que teremos tarjas de censura no cinema?
Filma Raul!!!
O diretor de fotografia Walter Carvalho (Central do Brasil) iniciou, essa semana (19/04) em Salvador, as filmagens de O início, o Fim e o Meio, documentário sobre a vida do cantor e compositor baiano Raul Seixas. Após a capital baiana, as filmagens seguem para Rio, São Paulo e provavelmente Suiça, onde a equipe fará entrevistas com o escritor e parceiro de Raulzito, Paulo Coelho (O Alquimista). O filme deverá ficar pronto para a Mostra Internacional de São Paulo no final de outubro.
Estômago ganha prêmio nacional
April 15, 2009 by Joanne Morse
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Tapete vermelho para Estômago e Meu nome não é Johnny. Ambos ganharam Rio de Janeiro dia 14/04/2009, o trofeu Grande Otelo.
Estômago levou o prêmio de melhor ator coadjuvante para Babu Santana (presidiário Bujiú), melhor longa- metragem pela Academia Brasileiro de Cinema e melhor diretor (Marcos Jorge).
Em Meu nome não é Johnny, Selton Mello venceu na categoria melhor ator. Júlia Lemertz também levou o dela, o de atriz coadjuvante. O filme também papou o prêmio de melhor roteiro adaptado, melhor edição, melhor trilha sonora original e melhor som.
Uma Professorinha Muito Maluquinha
March 30, 2009 by Tâmara Sleyne
Filed under Notícias
Uma Professora Muito Maluquinha, livro de Ziraldo, será adaptado para o cinema e terá a atriz Paola Oliveira no papel da professora com diferentes métodos de ensino que conquista os alunos da cidade onde ensina.
O filme será dirigido por César Rodrigues e deve chegar aos cinemas em outubro deste ano.
Estômago: aprecie sem moderação
Se no belíssimo Cinema, Aspirinas e Urubus (mais um da lista: “preciso fazer um review sobre”), o ator João Miguel dava pinta que mais um talento estava surgindo no cinema nacional (do Brasil rs), baseado no conto “Presos Pelo Estômago“, o primeiro longa de ficção do diretor Marcos Jorge é a prova definitiva de que Miguel é mais do que uma promessa: seu talento é uma realidade.

