Crepúsculo: apenas para os fãs

Nota dois

crepusculoDepois do sucesso estrondoso do livro homônimo, era quase uma obrigação adaptar, pelo menos, a primeira parte da saga do vampiro Edward, personagem principal da série de livros da escritora Stephenie Meyer. Como os fãs lotaram as salas dos cinemas, uma segunda parte já está no forno. Como (confesso) não lí nenhum dos livros, acredito que a produção tenha sido voltada apenas para os fãs.

A trama do filme é centrada em Edward (Robert Pattinson, o Cedric de Harry Potter e a Ordem da Fênix) e Bella (Kristen Stewart, do divertido Zathura), dois jovens que se sentem deslocados na escola. Ela, porque acabou de chegar de outra cidade e não sabe em qual “tribo” se encaixar, ele, porque pertence a “tribo” dos vampiros. Não, o filme não trata os vampiros como algo natural na sociedade (como a interessante série True Blood), mas coisas inacreditáveis acontecem e passam tão despercebidas, que um vampiro ou lobisomem provavelmente não causariam choque algum aos moradores da cidade onde vivem os protagonistas.

Além do roteiro extremamente superficial, há um problema estético que chega a irritar: o excesso de slow motion em cenas que não acrescentam em nada e nem sequer são inovadoras, desde os pulos de Edward entre as árvores ao “baseball vampiresco”. Isso sem contar os “efeitos especiais” que mais parecem de uma produção barata, o que até é verdade (Crepúsculo custou cerca de U$ 30 milhões, para se ter uma idéia, um Harry Potter custa em média quatro vezes mais), mas não se justifica. Produções mais modestas msotram que há soluções criativas para a falta de verba, vide o soberbo Deixe Ela Entrar.

Vários aspectos da produção incomodam muito e transformam o filme numa morna e esquecível sessão da tarde. A diretora Catherine Hardwicke (Aos Treze) volta ao mundo da adolescência, só que na (aparente) tentativa de dar uma roupagem pop ao longa, erra a mão e acaba entregando um produto kitsch.

2 comentários sobre “Crepúsculo: apenas para os fãs

  1. Cara, o filme realmente é digno de um sessão da tarde! A única coisa que salva é ter Clair de Lune, de Debussy, na trilha sonora. E que vampiros mais “não-vampiros” hein? Aquilo é tudo, menos um descendente do Conde Vlad. Espero mais reviews, assisti recentemente “Sete Vidas”, com Will Smith, e achei bem interessante.

  2. cara!!!!!!!!!!!tanto o livro como o filme sao demais…

    amei!ainda so li o crepusculo mais quero ler lua nova,eclipse,breaking daw….
    enfim..
    realmente estou apaixonada por essa historia…..

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