Oblivion

Em Oblivion, Jack Harper é um dos últimos restauradores de aeronaves restantes na Terra. Como parte de uma grande operação para extrair recursos vitais, depois de décadas de guerra com uma ameaça alienígena conhecida como Scavs, a missão de Jack está quase completa. Mas uma série de eventos o força a questionar tudo o que sabe e coloca o destino da humanidade em suas mãos.

Oblivion

A primeira coisa que chama atenção em Oblivion é o magnífico visual. Contando com Claudio Miranda na cinematografia, recém ganhador do Oscar por As Aventuras de Pi, as imagens de um futuro apocalíptico, estéril e ao mesmo tempo etéreo são deslumbrantes. Neste cenário desolador, vemos o trabalho quase solitário do protagonista.

Jack é responsável por manter funcionando as máquinas que defendem dos alienígenas mecanismos que enviam energia para o novo lar da humanidade, Titã, uma das luas de Saturno. Mas vive atormentado por lembranças de uma época que não viveu e está terrivelmente deprimido por ter que deixar a Terra, destruída pela guerra.

O primeiro terço do filme é de certa maneira lento, mas eficiente em nos apresentar aos personagens (além de Jack há Victoria, sua colega), mostrar seu estresse, sua tristeza. Até que a chegada de humanos vindos do espaço, entre eles Julia, introduz a primeira virada na trama.

O diretor Joseph Kosinski, que comanda o segundo trabalho da sua carreira iniciada por Tron: o Legado, tenta adicionar mais do que ação no longa. Ficção científica com suspense e conteúdo sempre é bem-vinda. E ele consegue, até certo ponto. Infelizmente as idéias não são novas e podem ser facilmente lembradas de filmes como Matrix, Lunar, 2001 – Uma Odisséia no Espaço e até mesmo Wall-E, só para citar alguns.

Apesar de beber em diversas boas referências, Oblivion acaba por cair na armadilha dos clichês e do melodrama. O diretor toma decisões fáceis e apela para a história de amor para talvez abarcar uma quantidade maior de espectadores. Além de ter alguns furos no roteiro que, não fossem tão numerosos, talvez passassem despercebidos.

Tom Cruise estrela praticamente sozinho aqui. Nem mesmo outro astro como Morgan Freeman alcança um espaço mais significativo na projeção. Mas Cruise exibe uma boa atuação e, apesar de não memorável, consegue carregar o filme. Andrea Riseborough também faz um papel correto como Victoria.

Mesmo não sendo genial, é sempre bom ver uma ficção científica preocupada com a história e a mitologia ao invés de apenas ação, como temos visto bastante no cinema. Apesar de suas obviedades, Oblivion destaca-se no gênero hoje e é uma agradável surpresa.

Leigômetro: ★★★★☆ 

Ficha Técnica
Oblivion (2013)
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Joseph Kosinski, Karl Gajdusek, Michael Arndt
Elenco: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Nikolaj Coster-Waldau, Melissa Leo

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Uma resposta para Oblivion

  1. Cecilia Barroso 15/04/2013 às 11:50 #

    Acho o filme sacal e mal resolvido. Mas concordo que o visual é estonteante.

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