Medo da Verdade: vale a pena desvendá-la?

nota 4

Deixa eu me segurar um pouco.

Adaptação de um livro do mesmo escritor de Mystic River (Sobre Meninos e Lobos aqui no Brasil), Medo da Verdade, apesar de inferior ao longa de Clint Eastwood, é uma ótima estréia de Ben Afleck na direção.

A trama gira em torno do desaparecimento de uma garota de 5 anos num bairro periférico de Boston no qual a polícia local, sob o comando de um apenas correto Morgan Freeman, está ativamente trabalhando. Para acelerar as investigações, a tia da criança resolve contratar os serviços do detetive particular Patrick Kenzie (Casey Afleck, notoriamente mais talentoso ator que seu irmão mais velho) e sua namorada Angie Gennaro (Michelle Monaghan, bela e sem sal).

Após aceitar o serviço (não sem antes Angie relutar um pouco com medo de descobrir que a garota teve um triste fim), Patrick começa uma série de investigações típicas de filmes policiais: de submundo das drogas à bares cheios de bêbados e baderneiros, passando por policiais durões (Ed Harris, mostrando o que tem de melhor) e traficantes boa-praças. O longa tem um certo clima noir e parece que Afleck tomou a produção de Clint Eastwood como referência, pois é impossível não comparar as películas (óbvio que Eastwood sai na frente).

Depois de um aparente final para a trama, há uma mudança de tom no filme e agora, não só pela garota, mas há também uma busca pela verdade, que poderá ser assaz dolorosa (sempre quis usar essa palavra) e trará consequências arrebatadoras para vida de todos os envolvidos.

Pode não ser tão tenso e angustiante quanto Sobre Meninos e Lobos, mas Medo da Verdade mostra uma direção segura, principalmente para uma estréia (Ben Afleck poderia repensar sua carreira), um protagonista cativante e funciona muito bem como drama policial. Isso sem falar no final instigante que dividirá opiniões. 

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