Grey’s Anatomy: O Musical

Fonte: ABC

Quando soube da notícia que iriam fazer um episódio musical em Grey’s Anatomy, torci o bico!
Eu sei que a série já tem 7 anos, que precisa inovar e blá, blá, blá…

Mas na minha concepção de leiga e fã absoluta, esse episódio era candidato a ser ruim!
E quase foi…

Antes de falar porque o episódio quase foi ruim, vou falar um pouco da minha leiguice a cerca de musicais.

Para mim, o melhor filme musical de todos os tempos (leia-se, que eu já assisti) é Moulin Rouge[bb]. Porque é vermelho, porque tem amor, porque tem Paris, porque tem música e porque eu choro toda vez que assisto, e eu já vi mais de 10 vezes.
Os especialistas dizem que Moulin Rouge é um bom filme, mas tecnicamente é um musical ruim. Eu não acho! Ponto.

Minha outra experiência com musicais é a série Glee[bb].
Na minha opinião a serie é fraca e se sustenta justamente pela parte musical, falta história. Diverte, mas não emociona!

Aí vem a Shonda Rhimes e inventa de fazer um musical em Grey’s Anatomy

A partir daqui pode conter spoiler, não precisava, mas não custa nada avisar que se continuar lendo sem ter visto o episódio 18 da 7º temporada, é por sua conta e risco.

O episódio começa com o acidente de Callie e Arizona.
Daí vem a primeira música e eu já comecei a chorar. Pensei: “Poxa, como fui ingrata com a Shonda, já estou chorando…

O negócio é o seguinte, o episódio, para ser excelente, nem precisava ser “musical”.
A Sara Ramirez (Callie) sustenta toda a parte musical do episódio. Para quem não sabe, além de atriz, a Sara é cantora. E se garante!

Os outros atores tem interpretações forçadas, chegando a ser sofrível! Tive um pouco de vergonha alheia de alguns deles, e olha que eu sou leiga, viu?

Mas a história do episódio é emocionante demais! Eu chorei praticamente por todo o episódio, chorei tanto que depois do episódio eu chorei mais um pouco, e dormi, de tanto chorar!

Não vou me prolongar muito, é um episódio tão bonito que não vale a pena narrar, assista!

Porém quero deixar registrado o trecho que dispensaria e os dois momentos que me fizeram soluçar.

A música Running on Sunshine tirou todo o clima tenso do episódio, foi um anti-climax dos grandes!

Dos dois grandes momentos que vou falar agora, tenho dificuldade de escolher qual é o melhor.

A cena de Meredith e Derek no elevador, sim, sempre o elevador.
Em sete temporadas, nunca vi a Ellen Pompeo (Meredith) se entregar em uma cena, parecia que realmente ela estava sentido aquela avalanche de sentimentos, ao desabafar a frustação de tantas tentativas de engravidar sem resultado, do ciúmes que sentiu da Callie por ela engravidar sem tentar tanto. Que não entendia (o mundo) e queria respostas. Essa cena foi muito mais emocionante do que no final da temporada passada quando Derek estava na mesa de operação e ela achava que ele tinha morrido. Pela primeira vez, tiro o chapéu para a Ellen Pompeo.

E a música final…

The Story” já tinha aparecido antes na série, se não me engano, sempre em momentos tensos. Mas nesse episódio, na voz da Sara Ramirez, cada frase se encaixava no momento, talvez não só da série, mas meu também. E se tirei o chapéu para a Ellen Pompeo, bato palmas de pé para a Sara Ramirez.

E o que é que Dr. Addison foi fazer lá? Espera um pouco mais da participação dela! Parem de subutilizar a Dr. Addison!!

Eu disse que o episódio foi quase ruim, mas na verdade ele foi quase excelente, era só deixar a Callie cantando sozinha!

2 comentários sobre “Grey’s Anatomy: O Musical

  1. Concordo, se deixasse apenas Sara Ramirez cantar, tava maravilhoso. Mas, apesar de achar estranho aquela cantoria e um ensaio de dança coletiva, no meio de um hospital, gostei do episódio. Teve momentos emocionantes.

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