Zona Verde: Jason Bourne vai à guerra


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Depois do frenético A Supermacia Bourne e do eletrizante O Ultimato Bourne, Matt Damon e Paul Greengrass retomam a parceria num longa que mantém o nível das produções citadas.

Com roteiro de Brian Helgeland (Los Angeles – Cidade Proibida), baseado no livro A Vida Imperial na Cidade Esmeralda de Rajiv Chandrasekaran, Zona Verde é tenso, diverte e tem o mérito extra de criticar um fato polêmico da atualidade: a busca dos EUA por armas de destruição em massa em território iraquiano.

A trama acompanha o Sargento Miller (Damon), líder da equipe responsável por localizar as tais armas. O problema é que, tal qual na vida real, as armas nunca são encontradas e o soldado começa a questionar a fonte das falsas coordenadas. Aos poucos, Miller mergulha numa trama conspiratória envolvendo o alto escalão da CIA e do exército para descobrir os reais motivos que levaram o Tio Sam a entrar em guerra com o Iraque.

Aos que estavam com saudade do espião desmemoriado, Matt Damon (provavelmente numa escolha do próprio diretor) praticamente volta a interpretar Jason Bourne. Mesmo sem saber exatamente em que está se envolvendo, Miller parece estar sempre preparado para sair de qualquer situação com frieza e raciocínio rápido.

O diretor volta a usar a câmera nervosa na mão o que dá um tom de urgência e realidade à película. Basicamente o mesmo estilo utilizado nos longas do espião. Talvez para diferenciar um pouco da trilogia Bourne, sai a luta plástica e entra um pouco mais da luta de rua usada por Daniel Craig no excelente Cassino Royale.

Divertindo e fazendo uma crítica contundente às manobras do governo Bush (que aparece em um dado momento do filme) Zona Verde é, como diria o talentoso Fernando Meireles, um filme de “entretenimento inteligente“.

2 comentários sobre “Zona Verde: Jason Bourne vai à guerra

  1. “entretenimento inteligente“, é? Hum… Fiquei curioso. Quero deixar aqui, minhas felicitações por ver o O.L sendo atualizado. Gosto muito desse site. Vou assitir Zona Verda, mas quero ver o Sargento Miller sem confundí-lo com o Bourne (ainda que eu goste do personagem e ambos sejam interpretados pelo mesmo ator).
    “entretenimento inteligente“… Gostei da frase, gostei muito. Creio que não vou me decepcionar…
    Abração Zé!!!

  2. Olá, Ramon! Estamos voltando sim. Aos pouquinhos, mas estamos. Muito bom ver você por aqui também que sempre tá nos prestigiando. Obrigado e um abraço!

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