Milk – A Voz da Igualdade: Oscar sai do armário?

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milk1Se existe alguém capaz de roubar o Oscar 2009 de Mickey “O Lutador” Rourke, esse alguém é Harvey M… digo, Sean Penn (Sobre Meninos e Lobos). E se quase troquei o nome do ator pelo personagem, a culpa é do próprio Sean Penn que, ao se entregar de corpo e alma ao papel, em certos momentos nos faz sentir diante de um documentário.

Milk, misto de drama e thriler político, retrata a trajetória do primeiro ativista gay assumido a alcançar um importante cargo público. Se a impecável interpretação de Penn não é nenhuma novidade, confesso que fiquei surpreso com o delicado trabalho de James “Osborne” Franco. Já havia notado sua versatilidade na divertida (e pouco comentada) comédia Segurando as Pontas, mas é como o verdadeiro amor de Harvey que Franco mostra-se um ator talentoso e maduro.

Outra grata surpresa no elenco é o irreconhecível Emile Hirsch (Speed Racer), na pele de um problemático e jovem rebelde, inicialmente, sem causa. Como nada é perfeito, Diego Luna (E Sua Mãe Também) não segue o ritmo dos colegas de elenco e parece sair do tom de todo o filme numa performance extremamente afetada e caricata. Felizmente, o competente Josh Brolin (Onde Os Fracos Não Têm Vez) completa o time como o inconformado conselheiro Dan White, mas, apesar da merecida indicação ao Oscar de ator coadjuvante, dificilmente vencerá o maior vilão do cinema de Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas).

Aliada às inspiradas atuações,  Milk conta com uma bela edição (também indicada ao oscar) inserindo aqui e ali filmagens reais da época para dar uma maior sensação de imersão na história. Se em 2006 Brockeback Mountain não levou o prêmio de melhor ator (Philip Seymour Hoffman acabou levando por Capote), o Oscar 2009 é uma ótima oportunidade para a academia sair do armário com o Harvey Milk de Sean Penn e de quebra, ainda que por ironia do destino, premiar Ledger.

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