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	<title>Olhar Leigo &#187; Reviews</title>
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	<description>A visão aguçada do Leigo em Cinema e TV</description>
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<title>Olhar Leigo</title>
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		<title>Sherlock: a série da BBC</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 16:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Zé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente, após assistir e escrever sobre Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras, acabei lendo sobre uma série televisiva produzida pela BBC de Londres que também buscava uma revitalização nas aventuras do detetive mais famoso da literatura. Depois de ver tantos elogios sobre a produção, resolvi  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/sherlock-and-watson-bbc-2010.jpg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/sherlock-and-watson-bbc-2010-300x210.jpg" alt="" title="sherlock-and-watson-bbc-2010" width="300" height="210" class="alignleft size-medium wp-image-3849" /></a>Recentemente, após assistir e escrever sobre <a href="http://olharleigo.com/reviews/3775"><em>Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras</em></a>, acabei lendo sobre uma série televisiva produzida pela BBC de Londres que também buscava uma revitalização nas aventuras do detetive mais famoso da literatura. Depois de ver tantos elogios sobre a produção, resolvi conferir o episódio piloto para dar um parecer embasado sobre a obra. Depois de protelar um pouco, assisti o piloto e tenho que fazer coro com os apreciadores do programa: a produção é excelente!<span id="more-3848"></span></p>
<p>Uma das críticas feitas pelos fãs mais xiitas do personagem em relação aos longas de Guy Ritchie, diz respeito a visão mais &#8220;esportista&#8221; do herói. Ainda que o Sherlock de <strong>Robert Downey Jr</strong> seja dono de uma inteligência praticamente sobre-humana, o diretor foca bastante na ação e não raro o vemos desferindo porrada em boa parte da película. Particularmente, acho legal a revitalização, mas convenhamos, Holmes é conhecido por sua inteligência. E nos longas isso é demonstrado de maneira tão veloz (consequência da opção por um filme de ação) que não conseguimos acompanhar o raciocínio do herói.</p>
<p>Dito isso, <em>Sherlock</em> é, em sua essência, muito mais fiel ao texto original de Sir Arthur Conan Doyle. Digo em essência porque a série opta por uma mudança radical no tempo em que a trama se passa: ao invés da Inglaterra vitoriana, o detetive é colocado na Londres atual, com smartphones, internet, etc&#8230; Alguns detalhes foram alterados (como o cachimbo que é substituído por adesivos de nicotina), mas a essência dos personagens estão intactas. Desde a relutância de Watson a entrar nas investigações de Holmes, ao famoso endereço na Baker Street. E o principal: o poder de dedução do astuto investigador continua impecavelmente cativante. Como o foco da série é justamente nesse ponto, o ritmo é mais cadenciado e é divertido acompanhar o processo de investigação e tentar se antecipar ao herói na solução do caso. O formato do programa e a forma como o personagem é retratado, parece uma mistura de <em>CSI</em> com doses de <em>Dr. House</em>. Isso é engraçado, uma vez que o médico mais ranzinza (e genial) da tv foi inspirado justamente na obra de Conan Doyle.</p>
<p>Os atores escolhidos para os papéis principais são carismáticos e fazem um excelente trabalho na caracterização da dupla. <strong>Benedict Cumberbatch</strong> como Sherlock e <strong>Martin Freeman</strong> (o Arthur Dent de <em>O Guia do Mochileiro das Galáxias</em> e que fará Frodo em <em>O Hobbit</em>) possuem uma química interessante. Holmes sempre brilhante e numa auto-confiança que beira a arrogância, enquanto o doutor (sim, Watson também é um médico nessa nova versão), impressionado com a perspicácia do detetive, mostra-se sempre mais comedido e um tanto inseguro servindo de contraponto ao impulsivo herói e dando equilíbrio ao relacionamento.</p>
<p>Ainda preciso ver os outros episódios para confirmar a qualidade da série (foram produzidas duas temporadas com 3 episódios de 90 minutos cada e já tem uma terceira temporada garantida), mas se o que ví no piloto for apenas a ponta do iceberg, posso garantir que, com um ritmo mais cadenciado, boas interpretações e focando na solução dos enígmas/crimes ao invés da ação frenética, Sherlock é bem superior aos dois longas Hollywoodianos e um programa mais do que recomendado.</p>
<p>Confira abaixo um trailer da produção.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/cSQq_bC5kIw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
Sherlock (2010)<br />
Criadores: Mark Gatiss, Steven Moffat<br />
Com: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Una Stubbs, Rupert Graves</p>
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		<title>2 Coelhos: uma bela colagem de referências pop</title>
		<link>http://olharleigo.com/reviews/3839</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 11:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Zé</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/2-coelhos.jpeg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/2-coelhos-300x181.jpg" alt="" title="2-coelhos" width="300" height="181" class="alignleft size-medium wp-image-3845" /></a>2 coelhos, filme de estréia de Fernando Poyart, é a produção mais pop da história do cinema brasileiro. Cheio de referências à cultura nerd, o longa se beneficia de uma roupagem moderna pouco vista no cinema brazuka. Curiosamente, é exatamente esse excesso de referências que impede a produção de se tornar uma obra prima.</p>
<p><span id="more-3839"></span></p>
<p>A trama acompanha Edgar (Fernando Alves Pinto), um típico brasileiro que vive espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a corrupção presente no poder público. Cansado de ser vítima desta situação, ele bola um plano para conseguir 2 milhões de dólares dessas duas alas podres da sociedade. Na medida que seu plano é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história.</p>
<p>Roteirizado pelo próprio Poyart, <em>2 Coelhos</em>, prende nossa atenção até o último minuto da projeção com várias revelações que vão sendo liberadas em doses homeopáticas. Com diálogos divertidíssimos e repletos de referências a internet, filmes e videogames, o texto abusa de uma linguagem moderna e bastante contextualizada (em um dado momento, um personagem empresta o celular com a ressalva &#8220;<em>Fala rápido que estou com pouco crédito.</em>&#8220;) que agradará principalmente a chamada &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geração_Y" target="_blank">geração y</a>&#8220;, que com certeza irá se identificar com o universo retratado. Sempre alternando de maneira coesa entre presente e passado, a trama é instigante e repleta de reviravoltas. O cineasta introduz os personagens quase que como se montasse uma partida de xadrez. Pouco a pouco as histórias vão se entrelaçando e o quebra-cabeça vai sendo desvendado de maneira bastante inteligente. </p>
<p>O elenco não apresenta nada de excepcional, mas entrega um trabalho bastante competente. Destaque para Fernando Alves Pinto que encontrou o tom certo para o personagem principal &#8211; um herói imperfeito e humano &#8211; e Marat Descarts que, evitando a histeria habitual dos bandidos no cinema, interpreta um vilão imprevisivelmente perigoso. O diretor acerta também na escolha do elenco de apoio, que se sai bem nas sequências de ação e ainda é responsável pelas, sempre eficientes, cenas de alívio cômico (destaque para a cena da espada na favela).</p>
<p>Com efeitos poucas vezes vistos no cinema nacional (eu confesso que nunca vi), 2 Coelhos é um sopro de inovação na cinematografia brasileira. Poyart bebe de várias fontes para apresentar um visual esteticamente moderno, desde a edição frenética dos primeiros trabalhos de Guy Ritchie, à montagem não linear típica de Quentin Tarantino, passando pelo super slow motion de Zack Snyder e afins. Se por um lado esse visual embeleza a obra, por outro, o diretor parece querer utilizar todas essas referências num só longa e o resultado acaba mais parecendo uma colcha de retalhos do que um filme com identidade própria. Longe de estragar a experiência, esse deslize apenas impede que a película alcance o status de obra prima, uma vez que os méritos parecem vir dos longas originais.</p>
<p>Com um roteiro inteligente, divertido e coeso, 2 Coelhos é uma obra empolgante que instiga o público do início ao fim. Ainda que careça de uma identidade própria, o diretor merece crédito pela bela colagem de referências pop que elaborou.</p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9734;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
2 Coelhos (2012)<br />
Direção: Afonso Poyart<br />
Com: Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Fernando Alves Pinto, Marat Descartes, Neco Vila Lobos, Thogun, Thaíde, Yoram Blaschkauer, Robson Nunes.</p>
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		<title>To The Moon: excelente narrativa, jogo nem tanto</title>
		<link>http://olharleigo.com/reviews/3816</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 14:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Zé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Games]]></category>
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		<description><![CDATA[(No intuito de não estragar a experiência do jogador, esse review evitará Spoilers e conterá apenas uma sinopse da trama e se concentrará na análise de elementos técnicos.)
Fiquei sabendo da existência de To The Moon através do Dash Podcast do site Jogabilida.de. Não costumo ouvir podcasts sobre um  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/to-the-moon-2.jpg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/to-the-moon-2-300x224.jpg" alt="" title="to-the-moon-2" width="300" height="224" class="alignleft size-medium wp-image-3817" /></a>(<em>No intuito de não estragar a experiência do jogador, esse review evitará Spoilers e conterá apenas uma sinopse da trama e se concentrará na análise de elementos técnicos.</em>)</p>
<p>Fiquei sabendo da existência de <em>To The Moon</em> através do <strong>Dash Podcast</strong> do site <strong><a href="http://Jogabilida.de" target="_blank">Jogabilida.de</a></strong>. Não costumo ouvir podcasts sobre um jogo ou filme que ainda não joguei ou assisti. Mas bastou ver a primeira imagem do game para pensar: &#8220;<em>Ah, é apenas mais um RPG Japonês. Não joguei e não vou jogar. Posso ouvir o podcast.</em>&#8220;. Depois de ouvir alguns minutos do programa, tamanha era a paixão dos apresentadores que resolvi parar de ouvir e dar uma chance a obra. Que sorte a minha!<span id="more-3816"></span></p>
<p><em>To The Moon</em> é um jogo indie desenvolvido pela <strong>freebird games</strong>, tendo o <em>game designer</em> Kan Gao como mente criativa por trás de &#8220;tudo&#8221; (não exatamente tudo, mas&#8230; você entendeu). A trama, inspirada &#8211; segundo o próprio Kan Gao &#8211; em filmes como <em>Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças</em>, <em>Amnésia</em>, <em>Vanila Sky</em>, passando por <em>Up &#8211; Altas Aventuras</em> e <em>Wall-e</em>, acompanha o Dr Neil Watts e a Dra. Eva Rosalene, dois cientistas prestes a realizar o último desejo de John, um homem bastante idoso nos momentos finais de sua vida: ir para a lua. Acontece que esses cientistas não construirão um foguete e lançarão seu cliente para o satélite. A Sigmund Corporation, empresa na qual eles trabalham, possui uma tecnologia semelhante a do filme <em><a href="olharleigo.com/reviews/2968">A Origem</a></em> e a dupla precisa entrar na mente de John para inserir o sonho de ir à lua no meio das lembranças do hospedeiro de modo que o mesmo não desista de realizá-lo, ainda que virtualmente. No entanto, para iniciar o processo, é necessário saber o motivo. Só que John não faz idéia de porque quer ir para a lua? É quando os cientistas decidem viajar nas lembranças do cliente para buscar pistas e só então concluir a missão.</p>
<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/to-the-moon-4.jpg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/to-the-moon-4-300x206.jpg" alt="" title="to-the-moon-4" width="300" height="206" class="alignright size-medium wp-image-3818" /></a>Apresentando uma estética típica dos RPG&#8217;s do Super Nintendo, como Chrono Trigger e Zelda, o jogo é incrivelmente detalhado e bonito. Com efeitos de sombra convincentes e um design de personagens competente que lembra bastante os de Scott Pilgrim. Para reforçar essa estética, foi adotada uma trilha sonora composta basicamente de piano o que lembra bastante os nostálgicos chip tunes utilizados até a geração de 16 bits. Aliás, a trilha é primorosa oscilando entre momentos tensos, descontraídos e emocionalmente tocantes.</p>
<p>A narrativa de To The Moon é, aliada ao excelente roteiro, o ponto alto da experiência. Sua estrutura segue os moldes do filme Amnésia, com uma vantagem: enquanto Nolan utilizava a montagem picotada de trás para frente basicamente para &#8220;esconder&#8221; o todo do espectador, Kan Gao contextualiza e dá sentido a essa inversão temporal. Aliás, ao fim do jogo, tudo faz sentido. O roteiro não deixa pontas soltas e utiliza sabiamente o princípio da pertinência: todos os elementos apresentados são contextualizados e necessários.</p>
<p>E se a estrutura narrativa é maestral, não podemos esquecer a construção dos personagens. Com diálogos inteligentes que alternam suspense e doses exatas de humor, o texto cria uma conexão forte entre jogador e personagem o que só aumenta a imersão.</p>
<p>Com tantos elogios, parece tratar-se de um jogo perfeito, mas é justamente nesse quesito que a obra escorrega: no jogo. Se num primeiro instante o visual nos remete aos típicos RPG&#8217;s de 16 bits, com alguns minutos a jogabilidade mostra-se mais característica de um point-and-click. E o jogo consiste basicamente em explorar o cenário, coletar itens e resolver um simples quebra-cabeça para saltar para diferentes momentos da memória de John. É uma mecânica muito simples, de certo modo, repetitiva, não apresenta desafio algum e que não anda de mãos dadas com a trama. A jogabilidade, diferente da vista no fantástico <em>Braid</em>, não é integrada à narrativa. A impressão que se tem é a de estarmos apenas acompanhando uma excelente história numa mídia diferente. E, no fim das contas, o fator motivador para o jogador continuar avançando acaba sendo apenas a história.</p>
<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/to-the-moon-1.jpg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/to-the-moon-1-300x168.jpg" alt="" title="to-the-moon-1" width="300" height="168" class="alignleft size-medium wp-image-3819" /></a>Com uma trama tocante, bem amarrada e envolvente, To The Moon é apenas razoável enquanto jogo: acho até que, como jogo, ele falha. No entanto, se constitui numa belíssima experiência narrativa pouquíssimas vezes vista em games. Por outro lado, relativamente curto, ele beneficia-se da quase ausência de elementos desnecessário de jogabilidade &#8211; nesse sentido, é uma pena notar que uma referência ao divertido Plantas vs Zumbis constitui-se justamente num dos momentos mais fracos da experiencia &#8211; o que potencializa ainda mais a imersão do jogador.</p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9734;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
To The Moon<br />
Desenvolvido por: freebird games<br />
Distribuido por: <a href="http://freebirdgames.com/to_the_moon/" target="_blank">freebird games</a> (digital)<br />
Disponível para: PC</p>
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		<title>Heavy Rain: um filme jogável (ou seria o contrário?)</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 02:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[David Cage]]></category>
		<category><![CDATA[Games]]></category>
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		<category><![CDATA[Quantic Dream]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe quando você assiste a um filme e fica indignado com o desenrolar da história? Com os acontecimentos ou com as atitudes de determinado personagem? E ai você pensa: e se tivesse sido diferente? E se eu pudesse intervir? Heavy Rain é um filme no qual você pode. É um game para jogar e assistir.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/heavyrain_3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3705" title="heavyrain_3" src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/heavyrain_3-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a>Sabe quando você assiste a um filme e fica indignado com o desenrolar da história? Com os acontecimentos ou com as atitudes de determinado personagem? E ai você pensa: e se tivesse sido diferente? E se eu pudesse intervir? <em>Heavy Rain</em> é um filme no qual você pode. É um game para jogar e assistir. Cada intervenção feita pelo jogador influencia o que está para acontecer.<span id="more-3693"></span></p>
<p>A aproximação entre filmes e jogos, na verdade, não é nem um pouco novidade. Jogos no estilo filme interativo e adventures baseados em <em>point and click</em> (aponte e clique) e <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quick_Time_Event" target="_blank">quick time events</a></em> existem aos montes. Quem gosta de jogos e cresceu nos anos 80 provavelmente deve se lembrar de <em>Dragon’s Lair</em>, que, a propósito, ganhou remakes para os consoles da atual geração (e PC). E <em>Phantasmagoria</em> e seus sete assombrosos (desculpe, não consegui resistir ao trocadilho) CDs? Lembram? A própria <strong>QuanticDream</strong> (empresa francesa produtora de <em>Heavy Rain</em>, que também é especializada em serviços de captura de movimento para filmes e jogos), por sua vez, já possuía outros títulos no estilo, como <em>Omikron</em> e <em>Indigo Profecy</em>.</p>
<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/heavyrain_2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3706" title="heavyrain_2" src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/heavyrain_2-300x165.jpg" alt="" width="300" height="165" /></a>Mas <em>Heavy Rain</em> impõe um novo patamar. Os gráficos são muito bons, principalmente a modelagem facial dos personagens, e exploram bem o potencial da plataforma exclusiva onde ele roda (o Playstation 3). A trama dessa vez está à altura (o <em>Indigo Profecy</em> escorregava feio nesse aspecto a partir de certo ponto do jogo) e vai prender o jogador até o final, como em um bom suspense. Há alguns pequenos deslizes no roteiro que não chegam a comprometer, e, talvez, só fiquem evidentes a partir de uma segunda jogada.</p>
<p>A história gira em torno da investigação dos crimes do “Assassino do Origami”, um serial killer que deixa um origami e uma orquídea no corpo de suas vítimas. Você controla alternadamente os personagens em busca da solução do caso. Cada um possui um ponto de vista diferente. Você toma as decisões que mais achar adequadas &#8211; de acordo com as opções que aparecem na tela &#8211; e enfrenta as conseqüências. A sensação de imersão é grande e você provavelmente se identificará com algum dos quatro protagonistas e talvez tente privilegiá-lo. Nem sempre será uma tarefa simples. Não do ponto de vista da habilidade ao joystick (a depender do nível de dificuldade em que se jogue), mas em relação a que escolhas fazer, pois certamente surgirão conflitos. Experimente, e verá.</p>
<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/heavyrain_4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3707" title="heavyrain_4" src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/heavyrain_4-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a>Em certos momentos sua única opção é executar alguma ação obrigatória para que a história prossiga (como se levantar, abrir portas, ligar um veículo). Isso pode se tornar repetitivo e soa desnecessário. É um ponto a melhorar na jogabilidade.</p>
<p>O jogo é sucesso de crítica e de público. Foram vendidas quase 2 milhões de unidades em todo o mundo. O que (apesar da <a href="http://www.gamegen.com.br/playstation3/heavy-rain-poderia-ter-vendido-muita-mais/" target="_blank">queixa do produtor</a> <strong>Guillaume de Fondaumiere</strong>) teria surpreendido até mesmo a Sony, uma vez que as projeções iniciais eram de cerca de 350 mil unidades – número que foi alcançado ainda no mês de lançamento.</p>
<p>Confira um pouco do gameplay do jogo no vídeo abaixo:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/W4C4GK91nr0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9734;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
Heavy Rain<br />
Desenvolvido por: Quantic Dream<br />
Distribuido por: Quantic Dream<br />
Disponível para: PS3 (exclusivo)</p>
<p>Convido então você leitor a participar nos comentários: está gostando de ver conteúdo relacionado a games aqui no OlharLeigo.com?</p>
<p>E quando a Heavy Rain? Jogou? Gostou?<br />
E os tais &#8220;filmes interativos&#8221;? Tem algum outro para sugerir? O que pensa da convergência entre as mídias filme e jogo? Acha uma diferenciação irrelevante? Gosta da sensação de intervir na história? Já imaginou o dia em que os &#8220;cinemas&#8221; oferecerão joysticks na entrada assim como fazem hoje em dia com os óculos 3D?</p>
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		<item>
		<title>Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras (e como)</title>
		<link>http://olharleigo.com/reviews/3775</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 14:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Zé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A segunda aventura do mais brilhante investigador da literatura mundial (refiro-me apenas a essa nova franquia) reforça a veia videoclipe do diretor Guy Ritchie e mostra-se mais do mesmo. Não que isso seja algo ruim, mas também não representa nenhum elogio, uma vez que o primeiro Sherlock Holmes é  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/sherlock-holmes.jpg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/sherlock-holmes-300x203.jpg" alt="" title="sherlock-holmes" width="300" height="203" class="alignleft size-medium wp-image-3781" /></a>A segunda aventura do mais brilhante investigador da literatura mundial (refiro-me apenas a essa nova franquia) reforça a veia videoclipe do diretor Guy Ritchie e mostra-se mais do mesmo. Não que isso seja algo ruim, mas também não representa nenhum elogio, uma vez que o primeiro <em>Sherlock Holmes</em> é apenas agradável. Ritchie optou pelo caminho mais fácil e manteve as mesmas convenções narrativas utilizadas anteriormente e entrega mais uma obra divertida e efêmera.<span id="more-3775"></span></p>
<p>O roteiro, escrito por Michele Mulroney e Kieran Mulroney, mostra-se formulaico e segue as mesmas regras do primeiro longa. A trama acompanha Sherlock Holmes (Robert Downey Jr) investigando uma séries de explosões/atentados que, aliados a um suspeito &#8220;suicídio&#8221;, levam o detetive a unir-se mais uma vez ao seu fiel escudeiro, o Dr. John Watson (Jude Law). Detalhe que Watson está prestes a se casar quando a trama se inicia. Todas as pistas levam a dupla a confrontar o Prof. James Moriarty, gênio da matemática cujas motivações mostrarão-se no fim das contas tão simples e clichê como as de um Lex Luthor, por exemplo. Os roteiristas, por outro lado, parecem querer compensar essa simplicidade complicando desnecessariamente o texto durante a aventura. Confesso que em alguns momentos me senti um tanto perdido durante a sessão.</p>
<p>Se o roteiro é um tanto confuso e rasteiro, a direção é apenas correta e também segue a mesma fórmula utilizada na primeira aventura do detetive. Reutilizando vários planos, o diretor intensifica o uso da super câmera lenta e praticamente repete a sequência da explosão no cais vista no original (ainda que aqui ela se mostre visualmente mais bonita e emocionante). Além disso, o cineasta abusa da edição frenética com vários cortes e em algumas cenas o resultado é confuso e chega a incomodar.</p>
<p>E se por um lado, a fotografia opta pela utilização de sombras por quase todo o longa, o que, aliado a uma direção de arte predominantemente escura, ressalta o momento sombrio pelo qual o mundo está passando &#8211; além de justificar o subtítulo da película -, por outro, esconde o que está acontecendo em várias cenas de ação noturnas. Isso é particularmente triste vindo de um diretor que é conhecido por criar cenas graficamente interessantes.</p>
<p>O ponto fortes da produção é o elenco que com uma química perfeita, mantém o interesse do público por toda a projeção. Se de um lado temos o carisma de Robert Downey Jr., do outro, temos Jared Harris transbordando inteligência e segurança num Moriarty que intimida apenas com o olhar. Os melhores momentos da película são justamente quando os antagonistas se encontram e percebemos que Holmes enfim encontrou um inimigo a sua altura (destaque para a belíssima cena envolvendo um duelo mental entre os dois).</p>
<p>Apoiando-se na competência de seu elenco e com algumas cenas visualmente interessantes, Sherlock Holmes 2, ainda que seja melhor que o primeiro, é apenas uma obra apenas correta que soa encomendada pelo estúdio no intuito de fazer caixa. Não marcará a vida de ninguém, mas vale a pipoca? Elementar meu caro leitor.</p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9734;&#9734;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes: A Game of Shadows, 2011)<br />
Direção: Guy Ritchie<br />
Com: Robert Downey Jr, Jude Law, Noomi Rapace, Rachel McAdams, Jared Harris, Stephen Fry</p>
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		<title>A Pele Que Habito: controverso e impecável</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 12:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Zé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pedro Almodóvar é um desses cineastas ditos autorais. Seus filmes, goste ou não, são bem característicos e facilmente reconhecidos. Seja pela temática, fotografia ou trilha sonora. Dito isto, A Pele que Habito é um autêntico Almodóvar. Não só pelas características citadas acima, mas também, e  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/pele-que-habito-3.jpg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/pele-que-habito-3-300x202.jpg" alt="" title="pele-que-habito-3" width="300" height="202" class="alignleft size-medium wp-image-3712" /></a><strong>Pedro Almodóvar</strong> é um desses cineastas ditos autorais. Seus filmes, goste ou não, são bem característicos e facilmente reconhecidos. Seja pela temática, fotografia ou trilha sonora. Dito isto, <em>A Pele que Habito</em> é um autêntico Almodóvar. Não só pelas características citadas acima, mas também, e principalmente, por se tratar de uma obra prima cinematógráfica.<span id="more-3711"></span></p>
<p>O roteiro, também do diretor, acompanha um cirurgião plástico que, após a morte de sua esposa, fica obcecado pelo desenvolvimento de uma pele mais resistente e utiliza de meios nada éticos no processo. <strong>Almodóvar</strong> utiliza essa premissa para fazer uma análise sobre sexualidade (tema recorrente na filmografia do autor), individualidade  (o que nos define como indivíduo?) e a obsessão humana. Nessa empreitada, o longa poderá desagradar alguns espectadores desavisados, pois é forte e  corajoso, uma vez que o cineasta não faz concessão na montagem de sua obra. No entanto, é importante ressaltar que nada é gratuito e, artisticamente, tudo se justifica.</p>
<p>Apesar de forte e um tanto indigesto, o filme é, tecnicamente belíssimo. A direção de arte, mesmo mais comedida que o habitual, apresenta as características cores fortes &#8211; em particular, o vermelho. E está repleta de elementos que aos poucos vão ganhando significado, seja explícita (as inscrições na parede) ou implicitamente (o quadro disforme presente no quarto do personagem Robert).</p>
<p>O que falar então das fortes atuações de <strong>Banderas</strong> e <strong>Anaya</strong> (essa, utilizando em vários momentos apenas o olhar para transmitir o que sua personagem sente)? E a sensacional montagem que, entrecortando algumas sequências do passado com uma única cena envolvendo os protagonistas no presente, culmina numa fusão de imagens belíssima, graças ao seu significado, só explicado mais tarde.</p>
<p>Controverso e impecável, <em>A Pele que Habito</em> é uma obra corajosa que deixa o publico refletindo por  várias horas após o fim da projeção. A propósito, a cena final ainda nos presenteia com uma bizarra ironia digna de Almodóvar.</p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
A Pele que Habito (La Piel que Habito, 2011)<br />
Direção: Pedro Almodóvar<br />
Com: Antônio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet</p>
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		<title>Shank: referências e muita diversão</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 17:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Zé</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[Aventura]]></category>
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		<description><![CDATA[ Para estrear os reviews de Games no Olhar Leigo escolhi o jogo Shank da Klei Entertainment, um beat&#8217;em up com visão lateral em 2D, visual interessante e uma excelente jogabilidade.
A trama do game é bem simples e cheia de clichê. Shank é ex-membro de um grupo de assassinos, com um único objetivo  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/shank4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3671" title="shank4" src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/shank4-300x130.jpg" alt="" width="300" height="130" /></a> Para estrear os reviews de Games no Olhar Leigo escolhi o jogo <em>Shank</em> da <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Klei_Entertainment" target="_blank">Klei Entertainment</a></strong>, um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Beat_'em_up" target="_blank">beat&#8217;em up</a> com visão lateral em 2D, visual interessante e uma excelente jogabilidade.<span id="more-3669"></span></p>
<p>A trama do game é bem simples e cheia de clichê. Shank é ex-membro de um grupo de assassinos, com um único objetivo durante todo o jogo: vingar a morte de sua namorada indo atrás de todos os seus ex-companheiros e, por fim, o chefe da gangue, mandante do crime (alguém falou de uma noiva por aí?).</p>
<p>Apesar de, a primeira vista, parecer um simples jogo de ação/aventura, aos poucos percebemos um mundo de referências à cultura pop em geral ao longo do jogo. Desde o clã de assassinos de <em>Kill Bill</em>, passando pelos filmes de ação brucutu dos anos 80 (sendo Rambo a mais óbvia), a jornada de vingança do general spartano Kratos da franquia God of War (a propósito, a história foi escrita pela co-criadora de <em>God of War</em>, <strong>Marianne Krawczyk</strong>), a trilogia do Mariachi (aquela na qual <strong>Antônio Banderas</strong> leva uma porrada de armas numa caixa de violão) e, por quê não, as graphic novels mais modernas (eu juro que vejo muito de <em>Mesmo Delivery</em> no game).</p>
<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/shank3.png"><img class="alignright size-medium wp-image-3672" title="shank3" src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/shank3-300x168.png" alt="" width="300" height="168" /></a>Um aspecto que merece destaque é o contraste na tela durante a jogatina. É interessante ver tanta violência e sangue num visual típico de desenho animado. Intencional ou não, apesar de não ter um visual &#8220;fofinho&#8221;, esse contraste lembra bastante animações de humor negro como <em>South Park</em> ou <em>Happy Tree Friends</em>. Logo, fica aqui um aviso: esse jogo não é recomendado para crianças. Fugindo do 3D que virou padrão de desenvolvimento dos games modernos, a <strong>Klei</strong> aposta num visual 2D muito bonito com animações fluidas e competentes.</p>
<p>A jogabilidade é bastante consistente e agradável. Os comandos respondem bem, lembrando bastante os do spartano Kratos. Shank possui 3 tipos básicos de ataque: a arma &#8220;fraca&#8221; e veloz (um par de facas), uma arma forte e lenta (inicialmente, uma motoserra, mas no decorrer da aventura o herói adquire outras) e uma arma de fogo (um par de pistola, mas o arsenal também aumenta durante a jornada). Com esses 3 tipos de ataque, o jogador pode emendar uma variedade de combos alternando entre as armas e escolher as mais eficientes de acordo com os inimigos que são bastante variados.</p>
<p>Apesar de curto (em cerca de 3 horas, você finaliza o game no modo normal), com um visual interessante, uma bela trilha sonora (que remete aos westerns de <strong>Sergio Leone</strong>), e um bem-vindo modo cooperativo com uma trama complementar, Shank proporciona momentos de muita diversão.</p>
<p>Confira um pouco do gameplay no vídeo abaixo:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/bhdukj5702A" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9734;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
Shank<br />
Desenvolvido por: Klei Entertainment<br />
Distribuido por: Electronic Arts<br />
Disponível para: X-Box 360, PS3, PC</p>
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		<title>Missão: Impossível &#8211; Protocolo Fantasma: diversão em alta voltagem</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 16:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Zé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ O primeiro filme em live action (com pessoas de carne e osso) do diretor Brad Bird, lembra bastante seu trabalho mais famoso, Os Incríveis. E isso é algo bastante positivo, dada a qualidade da animação da família de heróis da Pixar.
A história segue o mesmo esquema das outras aventuras do agente  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/missão-impossível-4.jpg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/missão-impossível-4-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-3656" /></a> O primeiro filme em live action (com pessoas de carne e osso) do diretor <strong>Brad Bird</strong>, lembra bastante seu trabalho mais famoso, <em>Os Incríveis</em>. E isso é algo bastante positivo, dada a qualidade da animação da família de heróis da Pixar.<span id="more-3655"></span></p>
<p>A história segue o mesmo esquema das outras aventuras do agente secreto Ethan Hunt (<strong>Cruise</strong>): vilão/terrorista decide que quer fazer algo terrível e Hunt (e sua equipe) precisa impedir os planos do bandido viajando pelos quatro cantos do mundo. No caso, o plano é disparar mísseis nucleares russos contra os Estados Unidos. E para complicar, Hunt é acusado de cometer um crime de proporção semelhante contra a Rússia e por esse motivo é caçado pelas autoridades enquanto corre contra o tempo. Resumindo: um dia típico na vida de qualquer agente secreto.</p>
<p>Apesar do roteiro clichê e com alguns furos, o diretor consegue imprimir um ritmo alucinante à trama de modo que o espectador mal consegue respirar direito. Sem contar com o elenco competente que conta com a adição da bela <strong>Paula Patton</strong> e do ótimo <strong>Jeremy Renner</strong> (que segundo rumores, pode vir a substituir o personagem de <strong>Cruise</strong> quando este vir a abadonar a franquia), além do retorno do sempre divertido <strong>Simon Pegg</strong> com seu timing perfeito para vários momentos de descontração com gags bem executadas.</p>
<p>Outro ponto forte da película diz respeito a excelente trilha sonora do sempre maestral (<a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/trocadilho.gif"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2012/01/trocadilho.gif" alt="" width="18" height="21" class="size-full wp-image-3664" /></a>) <strong>Michael Giacchino</strong>, que já tinha trabalhado no longa anterior e é também responsável pela trilha de outras obras primas como as animações <em>Ratatouille</em> e <em>Os Incríveis</em> (ambas dirigidas por <strong>Brad Bird</strong>) e a famosa série televisiva <em>Lost</em>.</p>
<p>Fugindo do tom mais &#8220;realista&#8221; que vem sendo utilizado pelos novos filmes do agente 007, <em>Missão: Impossível &#8211; Protocolo Fantasma</em>, peca um pouco em seu roteiro, que, mesmo sabendo que nunca foi o foco da franquia, abusa um pouco dos momentos &#8220;<em>how convenient</em>&#8220;. Mas, mostrando que <strong>Cruise</strong>, apesar de seus 49 anos, ainda está em plena forma (com sua famosa &#8220;corrida frenética&#8221;), no geral, todos os pontos positivos da obra acabam por sobressair e resultam num produto com diversão em alta voltagem que merece sim ser visto com bastante pipoca.</p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9734;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
Missão: impossível &#8211; Protocolo Fantasma (Mission: Impossible &#8211; Ghost Protocol, 2011)<br />
Direção: Brad Bird<br />
Com: Tom Cruise, Jeremy Renner, Paula Patton, Simon Pegg</p>
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		<title>Melancolia</title>
		<link>http://olharleigo.com/reviews/3633</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 15:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DP</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Esta crítica certamente cometerá o pecado da excessiva repetição de palavras. Não só pelo nome do planeta que dá o título deste filme, mas também &#8211; e principalmente &#8211; por aquele sentimento vago e recorrente de tristeza que permeia seus personagens.
No roteiro de Lars von Trier, um planeta está  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2011/08/melancolia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3635" title="Melancolia" src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2011/08/melancolia-300x141.jpg" alt="" width="300" height="141" /></a></p>
<p>Esta crítica certamente cometerá o pecado da excessiva repetição de palavras. Não só pelo nome do planeta que dá o título deste filme, mas também &#8211; e principalmente &#8211; por aquele sentimento vago e recorrente de tristeza que permeia seus personagens.<span id="more-3633"></span></p>
<p>No roteiro de Lars von Trier, um planeta está prestes a colidir com a Terra. Dentro deste contexto, Justine acaba de casar, porém, ainda durante a festa nupcial, organizada pela sua irmã Claire, o casamento começa a ruir.</p>
<p>A primeira sequência nos dá uma clara ideia de como vai ser o filme. No que se convencionou chamar de super câmera lenta, planos morosos mostram apenas frações de segundo de ações inúteis dos personagens. A mulher que corre com o filho nos braços e afunda os pés no solo como se fosse engolida, é um exemplo. Nos mostrava que <strong>cada momento era urgente e vão</strong>.</p>
<p>Ao mesmo tempo imagens belíssimas do universo e um espetáculo visual do planeta Terra sendo destruído ao colidir com um planeta muito maior.</p>
<p>A construção dos personagens é provavelmente o ponto central &#8211; e forte &#8211; deste longa. Justine começa como uma radiante noiva, mas termina mostrando <strong>uma depressão e uma amargura</strong> que acabam por arruinar seu casamento. Mesmo atrasada duas horas, ela prefere ver seu cavalo antes mesmo de dar satisfação aos convidados. A aparentemente confiante Claire revela insegurança e busca força no seu marido. John, aliás, é um caso à parte. Aparentemente o ponto de equilíbrio de uma família que ele mesmo chama de louca, acaba por executar <strong>o maior ato de covardia da trama</strong>. Toda essa transformação durante um curto período de tempo que levou até o planeta chegar à Terra.</p>
<p>Mesmo os personagens secundários são extremamente ricos. Os pais da noiva, nenhum deles inocente. O noivo, submisso e apaixonado. Até mesmo o prestativo mordomo, que nada faz além de trabalhar, ao não aparecer no dia da suposta destruição do planeta, dá sua contribuição inestimável.</p>
<p>Mas o filme, obviamente, não é simplesmente sobre planetas explodindo e a extinção dos seres humanos. Diante da inevitabilidade dos acontecimentos, a relação entre as pessoas é o mais importante. <strong>O choque dos planetas pode ser uma alegoria</strong>, por exemplo, para um daqueles grandes problemas que, todo mundo sabe que existe, incomoda a todos, mas preferimos fingir que não existe.</p>
<p>Por isso mesmo, Lars von Trier faz questão de nos colocar no meio dos acontecimentos. O filme lento nos põe quase em tempo real dentro daquele círculo. Nos acostumando a ver e <strong>ter nossas &#8211; diferentes &#8211; opiniões sobre aquelas pessoas</strong>. Um recurso técnico muito interessante é a câmera na mão. O espectador se sente dentro da festa, olhando as pessoas, as reações. E até mesmo procurando os personagens, como quando a noiva sai da festa, e aparentemente a câmera a procura, até achá-la longe, dentro de um carrinho de golfe, e aproxima-se rapidamente com zoom, nitidamente tentando estar junto aos acontecimentos.</p>
<p>Melancolia é um filme denso, lento e pesado. Porém uma belíssima crônica sobre depressão e sobre relações inter-pessoais e, porque não, sobre amor.</p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9734;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
Melancolia (Melancholia, 2011)<br />
Direção: Lars von Trier<br />
Com: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt, Alexander Skarsgård</p>
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		<title>Clube da Lua: visualmente sensível</title>
		<link>http://olharleigo.com/reviews/3605</link>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 02:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Zé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dirigido pelo sensível e sempre competente Juan José Campanella, que em parceria com Fernando Castets também assina o roteiro (ambos já trabalharam juntos no belíssimo &#8220;O Filho da Noiva&#8221;), &#8220;O Clube da Lua&#8221; é uma obra tocante e tecnicamente admirável.

O filme mostra as dificuldades enfrentadas por  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2011/05/clubedalua02.jpg"><img src="http://olharleigo.com/wp-content/uploads/2011/05/clubedalua02-300x204.jpg" alt="" title="clubedalua02" width="300" height="204" class="alignleft size-medium wp-image-3608" /></a>Dirigido pelo sensível e sempre competente Juan José Campanella, que em parceria com Fernando Castets também assina o roteiro (ambos já trabalharam juntos no belíssimo &#8220;O Filho da Noiva&#8221;), &#8220;O Clube da Lua&#8221; é uma obra tocante e tecnicamente admirável.<br />
<span id="more-3605"></span></p>
<p>O filme mostra as dificuldades enfrentadas por Román Maldonado, interpretado pelo sempre genial Ricardo Darín, para manter o clube onde literalmente nasceu. No entanto, essa é apenas uma camada superficial do roteiro que fala de amor, traição, paixão e amizade.</p>
<p>Um dos pontos fortes da produção, diz respeito aos personagens carismáticos e bem desenvolvidos. No segundo ato da trama, já nos sentimos amigos dos dirigentes e funcionários do clube. Nesse ponto, além da bela construção das personas, há também mérito do diretor que nas cenas de reuniões do grupo, busca sempre levar a câmera para dentro da roda posicionando-a na mesma altura da conversa, jogando o espectador no meio da discussão.</p>
<p>Tudo isso ajuda para que nos identifiquemos com a trupe do clube, mas não seria o suficiente se não fosse o competente trabalho dos atores. Darín, que dispensa palavras, se entrega ao interpretar o obstinado Román, homem apaixonado pelo clube, mas que começa a questionar essa paixão quando percebe que sua vida pessoal começa a ruir. Há também o alívio cômico Amadeu (Ricardo Blanco, que praticamente repete seu papel em “O Filho da Noiva”), a professora de balé que, cujo passado a impede de se entregar ao amor. Enfim, uma miríade de personagens marcantes com suas histórias particulares que se entrelaçam sutilmente.</p>
<p>Não poderia deixar de citar a bela direção de arte que aliada à sensível fotografia consegue em diversos momentos transmitir através de imagens os mais variados sentimentos e mensagens. Destaque para duas cenas: a de abertura, quando vemos o clube em seu auge, lotado e bem cuidado, para logo em seguida constatarmos a triste realidade na qual o mesmo se encontra &#8211; vazio e com a pintura descascando. E uma cena próxima do final, quando acompanhamos Román e uma mulher passando por um muro com uma citação que sintetiza de maneira genial toda a trajetória do personagem.</p>
<p>Já disse <a href="http://olharleigo.com/reviews/3478">aqui</a> o quanto gosto do trabalho desse incrível cineasta. Em &#8220;O Clube da Lua&#8221;, Campanella mostra mais uma vez que sabe como construir e conduzir uma narrativa de sensibilidade visual indiscutível. E levando em conta o histórico da parceria com Darín, que o próximo trabalho em conjunto da dupla não demore a sair do papel.</p>
<p><strong class="rating">Leigômetro:</strong>&nbsp;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&#9733;&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong><br />
Clube da Lua (Luna de Avellaneda, 2004)<br />
Direção: Juan José Campanella<br />
Com: Ricardo Darín, Eduardo Blanco, Mercedes Morán, Valeria Bertuccelli, Silvia Kutika, José Luis López Vázquez, Daniel Fanego</p>
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