Django Livre: Tarantino ainda surpreende

Talvez esse seja o trabalho mais “linear”, em termos de roteiro, de Quentin Tarantino. Dito isto, todas as outras características que marcaram sua carreira como diálogos inteligentes e divertidos, violência gráfica, trilha sonora impecável e, em alguns momentos, inusitada e o amor à sétima arte. Se já havia referenciado os filmes de guerra, de wuxia, de assaltos e de Terror B, dessa vez, o cineasta faz uma releitura dos clássicos Westerns Spaguetti. O resultado não poderia ser melhor. Continuar lendo

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Quase dez anos se passarem desde a última incursão à Terra Média nos cinemas. Além do imbróglio com os dividendos da trilogia de Aragorn e cia, teve o fato de Peter Jackson não querer dirigir a produção. A cadeira de diretor ficou com Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno), mas o cineasta desistiu no meio do caminho e apenas colaborou no roteiro. Eis que só então, Jackson mudou de idéia e aceitou a tarefa de comandar o longa. A espera foi grande, mas, ainda que não seja um “novo Senhor dos Anéis”, valeu a pena. Continuar lendo

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge: Por que, Nolan?

Há quatro anos escrevi e publiquei aqui uma crítica sobre O Cavaleiro das Trevas, longa que ainda acho superior a todos os indicados ao oscar daquele ano (não esqueçamos que Heath Ledger levou o prêmio póstumo por seu impecável Coringa). E se esse segundo filme da “nova franquia” conseguiu tal feito, a “culpa” é, em grande parte, dos personagens fortes e do universo crível e sombrio criados de forma magistral pelo diretor Cristopher Nolan no belo Batman Begins. Dito isto, é uma pena constatar que, ainda que seja um bom filme, o capítulo final da trilogia peca em aspectos cruciais e deixa um gosto amargo ao final da projeção. Continuar lendo

Shame: denso e incômodo

O início de Shame lembra, guardadas as devidas proporções, o de Janela Indiscreta: sem um diálogo sequer, passamos alguns bons minutos conhecendo o protagonista. Alguns poderão sentir um certo incômodo com a escolha do diretor Steve McQueen pelo “silêncio”. No entanto, é de se aplaudir a opção pelo uso das imagens, principal elemento da linguagem cinematográfica, para se comunicar com o espectador. E é com maestria que McQueen usa sua câmera, sempre nos posicionando no lugar certo, seja para comunicar, ou para constranger. Continuar lendo

Indie Game: The Movie – suor e paixão

Faz algum tempo que fiquei sabendo da produção de um documentário sobre o desenvolvimento de games independentes e, por se tratar de um assunto que muito me interessa, aguardei ansioso pelo lançamento do mesmo. No entanto, nunca mais li nada a respeito do filme e só agora através de um amigo (que, sem saber que eu já conhecia o projeto, indicou o documentário com tamanha paixão) soube que a obra já se encontrava disponível para compra em formato digital. Após conferir o resultado na tela, só posso dizer que a espera valeu a pena. Continuar lendo

A Invenção de Hugo Cabret: Scorsese falha no emocional

Comparando com seus últimos três trabalhos, A Invenção de Hugo Cabret está mais para O Aviador do que para Os Infiltrados ou A Ilha do Medo. Isso porque seu novo longa é tecnicamente impecável, porém peca na parte emocional e é um tanto quanto arrastado. Isso é um defeito ainda mais grave por se tratar de uma aventura infantil. O que pode ser explicado por sua “inexperiência” no gênero.

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